Domingo
10 de Dezembro de 2017 - 
Toda questão possui dois lados, eu ficarei do seu!
“Cometer injustiça é pior do que sofrê-la” (Platão)
“Interpretar a lei é revelar o pensamento, que anima as suas palavras” (Clóvis Bevilaqua)
“As leis são sempre úteis aos que possuem e nocivas aos que nada têm” (Jean-Jacques Rousseau)
“O fim do Direito não é abolir nem restringir, mas preservar e ampliar a liberdade” (John Locke)
"As leis abundam nos Estados mais corruptos" (Tácito)
“A mais bela função da humanidade é a de administrar a justiça” (Voltaire)
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Seminário reúne educadores para tratar dos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes

Abusos sexuais podem ocorrer sem contato físico. A maioria não deixa marcas no corpo da vítima. Nem toda vítima reage da mesma forma. Abusadores não têm um perfil padrão e, geralmente, são pessoas muito próximas das crianças e adolescentes. Essas e outras importantes informações foram esclarecidas a educadores, que participaram na tarde desta sexta-feira do seminário "Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: O problema é nosso! Denuncie". O evento, promovido pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude , leva o nome da campanha lançada nessa semana pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. O encontro, realizado no auditório teatro do Foro Central II, abordou mitos e verdades em torno do tema, fluxos de atendimento às vítimas e a propagação dos crimes cibernéticos. Na abertura, a Coordenadora da CIJRS, Juíza-Corregedora Andréa Rezende Russo, destacou a importância da atuação das escolas no encaminhamento das denúncias às autoridades competentes. "A maioria dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes ocorrem no ambiente de convívio delas. Aí o papel das escolas em saberem como lidar com as situações e como fazerem o encaminhamento da melhor forma possível¿, ressaltou a magistrada. ¿Não é papel da escola investigar, mas sim fazer a acolhida dos jovens e a notificação às autoridades competentes". Soraia Santana, Coordenadora do Setor de Regularização Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, parabenizou a CIJRS pela iniciativa e considerou que é necessário ampliar os estudos sobre o tema, enfocando nos esclarecimentos de dúvidas e enfrentamento das dificuldades das escolas em tratar o assunto. Para o Diretor do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do RS , Milton Léo Gehrke, as atividades relacionadas à campanha representam mais uma ferramenta de fortalecimento do tratamento das rotinas diárias dos educadores. "Toda atividade que resultar em redução de sofrimento deve merecer de nós toda energia". A Coordenadora do Programa Cipave da Secretaria Estadual da Educação, Luciane Manfro, ressaltou que o papel do educador é identificar possíveis casos de violência sexual contra os jovens e dar o devido encaminhamento. Participaram também da abertura do evento o Juiz Diretor do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, Amadeo Ramela Buttelli, e o titular do 2° Juizado da Infância e Juventude da Capital, Juiz Marcelo Mairon Rodrigues. Evento abordou mitos e verdades em torno do tema,fluxos de atendimento e propagação dos crimes cibernéticos Mitos e verdades A Assistente Social da CIJRS, Marleci Venério Hoffmeister, explicou a importância de os profissionais que atuam com crianças e adolescentes conhecerem os tipos de violência sexual, saberem interferir de forma adequada e trabalharem na prevenção. Ela citou algumas formas desse crime, que ocorrem sem o contato físico, como o assédio sexual , voyeurismo , pornografia , exibicionismo , verbal . Representam ainda formas de abuso sexual só que com contato físico carícias, sexo oral, masturbação, beijos e toques em zonas erógenas e penetrações. De acordo com a Assistente Social, as vítimas são incapazes de dar o consentimento ao abusador para que atue e reagem de diferentes maneiras diante dessas situações. "Depende, por exemplo, da relação que têm com o agressor, a duração e a repetição dos abusos. Por isso, não devemos fazer pré-julgamentos", ressaltou Marleci. Segundo ela, a violência sexual é um crime de difícil diagnóstico. "Quanto mais próximo do agressor, mais difícil de a vítima fazer a denúncia". A especialista também citou sinais que as vítimas apresentam quando estão sofrendo o abuso, como comportamento sexual inadequado, perturbações funcionais, comportamento agressivo, obediência exagerada e preocupação em agradecer. Sobre o perfil dos agressores, Marleci explicou que não existe um padrão. "Muitos são bons em se tornar amigos tanto das crianças quanto das pessoas próximas a elas. Trabalham em qualquer lugar, não têm sexo ou condição social". Fluxo de atendimento Com 17 anos de existência, o Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil , do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas , é modelo nacional no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de crimes sexuais. Lá é feito o atendimento integral à vítima, com serviços concomitantes no mesmo espaço e encaminhamentos aos órgãos competentes. A Assistente Social do CRAI, Adriana Mengue Model, explicou o funcionamento do fluxo de atendimento às vítimas e familiares. "Denunciar é fundamental, mas se o tratamento psicológico dessa vítima não acontecer, ela vai ser uma presa fácil de reproduzir isso na sua maturidade", afirmou a Assistente Social. O CRAI atende vítimas de todo o Estado. Dispõe de Assistentes Sociais, Psicólogos, Pediatras e Ginecologias. Além disso, no local funcionam postos do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente e do Departamento Médico Legal . Por mês, o CRAI presta cerca de 150 acolhimentos, 280 consultas pediátricas, 170 perícias físicas, 420 atendimentos de perícias psicológicas e 50 registros no DECA. Perigos na rede A educação digital como forma de prevenção no ciberespaço foi o tema da palestra da Procuradora da República Jaqueline Buffon. Ela explicou o Ministério Público Federal criou um grupo de trabalho nacional de combate aos crimes cibernéticos. No RS, o núcleo foi criado há dois anos e é coordenado pela palestrante. A Procuradora ressaltou que pais e educadores devem estar atentos ao uso da Internet pelos jovens, que ainda não têm uma forma crítica apurada da ferramenta e, por isso, estão mais suscetíveis às armadilhas da rede. "A Internet é uma grande praça pública. Sua capacidade de propagação de informação é muito rápida e complexa." Para mais informações sobre a campanha e os materiais produzidos, acesse: "Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: O problema é nosso! Denuncie". EXPEDIENTETexto: Janine SouzaAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tj.rs.gov.br
19/05/2017 (00:00)
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