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21 de Outubro de 2018 - 
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FRJ promove seminário sobre patrimônio histórico, situação fundiária e marcos históricos da Zona Portuária do RJ

Publicado em 09/08/2018No dia 21 de agosto, a partir das 10h, no auditório do Fórum da Av. Venezuela, a Justiça Federal do Rio de Janeiro reunirá magistrados, procuradores, professores universitários e representantes da sociedade civil para debater questões relativas a patrimônio histórico, situação fundiária e marcos históricos que caracterizam a região portuária da cidade.O seminário “Intervenções na Zona Portuária: um novo olhar”, coordenado pela juíza federal Adriana Cruz, tem inscrição gratuita, mas as vagas são limitadas. A iniciativa faz referência ao aniversário de 130 anos da assinatura da Lei Áurea, comemorado em 13 de maio. A abertura do evento terá a participação do diretor do Foro da SJRJ, juiz federal Osair Victor de Oliveira Junior; do presidente da Ajuferjes, juiz federal Fabrício Fernandes de Castro; e da presidente da Organização Remanescentes de Tia Ciata, Gracy Mary Moreira. O encerramento contará com a presença do presidente do TRF da 2ª Região, desembargador federal André Fontes.Para compor a primeira mesa, que vai abordar o tema “Igualdade, propriedade e cidade”, foram convidados o procurador da República Julio Araujo, a juíza federal Jane Reis e o procurador da República Jaime Mitropoulos. O objetivo é debater questões jurídicas relacionadas ao patrimônio histórico e a situação fundiária da região e refletir sobre o direito ao espaço urbano e à ocupação da cidade em igualdade de condições. A mediadora será a desembargadora federal Letícia Mello.A segunda mesa, “A Pequena África: passado, presente e os novos desafios”, vai abordar os marcos históricos que caracterizam a região portuária e sua importância para a preservação da memória da escravidão e da herança cultural africana, como o Instituto dos Pretos Novos, Quilombo Pedra do Sal e Cais do Valongo. Os expositores serão o antropólogo Milton Guran, o presidente da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal, Damião Braga, o historiador Cláudio Honorato e a diretora do Instituto dos Pretos Novos, Merced Guimarães. A coordenadora do evento, juíza federal Adriana Cruz fará a mediação.Roda de conversaÀs 15h45, terá início uma roda de conversa sobre o tema “Inter-relação entre o direito penal e a formação da sociedade brasileira: o controle das manifestações culturais no início do século XX”, com a participação do doutorando em Direito Penal pela UERJ, João Guilherme Leal Roorda, da historiadora e coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA), Monica Lima, e mediação da juíza federal Valéria Caldi. O objetivo é discutir a criminalização do samba e de outras manifestações culturais na região portuária e também o papel do racismo e da criminalização na formação institucional da República e no controle de circulação de pessoas.Durante o evento, vai acontecer ainda a apresentação de um grupo estudantil que mora e estuda na região e participou do programa de visitação escolar da Justiça Federal, “Conhecendo a SJRJ”. O tema geral será “Quando eu penso no futuro, não esqueço meu passado – herança cultural africana e perspectivas”. Aos estudantes também será perguntado “o que gostariam de dizer a um juiz ou juíza federal sobre a rotina de quem estuda e reside nessa região?” O presidente do TRF da 2ª Região, desembargador federal André Fontes, fará o encerramento do evento, que contará ainda com uma apresentação do grupo Afoxé Filhos de Gandhi.ProgramaSeminário: Intervenções na Zona Portuária: um novo olharData: 21 de agosto de 2018, terça-feiraLocal: Fórum Federal da Av. Venezuela, 134, bloco B, 10º andar– auditórioHorário: 10h às 19hCoordenação: Juíza federal Adriana Alves dos Santos CruzPatrocínio: Banco do BrasilApoio: Ajuferjes e Centro Cultural Justiça Federal AberturaDiretor do Foro da SJRJ, juiz federal Osair Victor de Oliveira Junior, coordenadora do evento, juíza federal Adriana Cruz; presidente da Ajuferjes, juiz federal Fabrício Fernandes de Castro e a presidente da Organização Remanescentes de Tia Ciata, Gracy Mary Moreira.Mesa 1 – Igualdade, propriedade e cidade (10h30 às 12h)Ementa: exposições dialogadas sobre questões jurídicas relacionadas ao patrimônio histórico e situação fundiária da região portuária. A partir da perspectiva jurídica, a mesa tem por objetivo propor reflexões sobre o direito ao espaço urbano e à ocupação da cidade em igualdade de condições.Composição de mesa: juíza federal Jane Reis Gonçalves Pereira (professora adjunta da Faculdade de Direito da UERJ); procurador da República Julio Araujo (mestre pela UERJ, com atuação em comunidades remanescentes de quilombos da região sul fluminense); e procurador da República Jaime Mitropoulos, do Núcleo de Tutela Coletiva do MPF. Mediadora – desembargadora federal Letícia Mello. Mesa 2- A Pequena África: passado, presente e os novos desafios (13h30 às 15h30)Ementa: abordagem dos marcos históricos que caracterizam a região portuária e sua importância para a preservação da memória da escravidão e da herança cultural africana, como o Instituto dos Pretos Novos, Quilombo Pedra do Sal e Cais do Valongo.Composição de mesa: Merced Guimarães (diretora do Instituto dos Pretos Novos): Milton Guran (antropólogo, coordenador do projeto de candidatura do Cais do Valongo a patrimônio mundial da Unesco); Damião Braga (presidente da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal-ArqPedra); Cláudio Honorato (doutorando em História pela UNIRIO, especialista no complexo escravagista do Valongo). Mediadora – juíza federal Adriana Cruz. II – Roda de conversa (15h45 às 16h45)Tema: Inter-relação entre o direito penal e a formação da sociedade brasileira: o controle das manifestações culturais no início do século XXEmenta: Reflexões sobre a criminalização do samba e de outras manifestações culturais na região portuária. O papel do racismo e da criminalização na formação institucional da República e no controle de circulação de pessoas.Expositores: João Guilherme Leal Roorda (doutorando pela UERJ em Direito Penal) e Monica Lima, historiadora e coordenadora do LEÁFRICA. Mediadora – juíza federal Valéria Caldi.III – Apresentação estudantil (17h às 17h30)“Quando eu penso no futuro, não esqueço meu passado” – herança cultural africana e perspectivas.O olhar de jovens que participaram de uma edição do programa de visitação escolar da Justiça Federal, “Conhecendo a SJRJ”, e que vivem na zona portuária da cidade. Será feita ao grupo a seguinte proposta: o que gostariam de dizer a um juiz ou juíza federal sobre a rotina de quem estuda e reside nessa região?IV – Encerramento (17h30 às 19h)Encerramento com o presidente do TRF2, desembargador federal André Fontes, e apresentação do grupo cultural da região Afoxé Filhos de Gandhi. Clique para se inscrever.  *Fonte: Núcleo de Comunicação Social da SJRJ
09/08/2018 (00:00)
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